
COMO
LIDAR COM O ESTRESSE
Parte 1

Será que você anda
estressado?
O estresse tem feito
parte de nossa rotina diária, mas será que você pensa em suas conseqüências a
longo prazo? Infelizmente, fazemos parte de uma cultura onde não prevalece a
prevenção, pelo contrário, o lema é: esperar acontecer para ver o que vai fazer.
O assunto é sério e requer cada vez mais atenção de cada um.
Por isso é importante
identificar o que te deixa irritado, nervoso, te tira do sério, e observar como
você tem reagido a essas situações. O que estressa na realidade, não são apenas
os fatos externos, mas principalmente a forma pela qual reagimos aos
acontecimentos da vida e a maneira como os interpretamos e sentimos que provoca
muito mais o estresse.
Afinal, o que é estresse?
O estresse é a alteração do organismo para se adaptar a uma situação nova ou as
mudanças de um modo geral. É uma reação do organismo para manter o próprio
equilíbrio e o corpo pode interpretar a informação como ameaça, preparando para
duas reações básicas: lutar ou fugir.
Quando nosso cérebro,
independentemente de nossa vontade, interpreta alguma situação como ameaçadora,
nosso organismo passa a desenvolver uma série de alterações para se adaptar às
situações. Se esse estresse continua por um período mais longo, o corpo começa a
se acostumar com os estímulos causadores do estresse e entra num estado de
resistência ou adaptação. É um estado de alerta geral! Durante esse estágio, o
organismo adapta suas reações e seu metabolismo para suportar o estresse por um
certo tempo. Se o problema se prolongar, pode-se chegar ao estado de
esgotamento, quando haverá queda no sistema de defesa e surgem as doenças.
A reação ao estresse pode
ser canalizada para um órgão ou sistema específico, por exemplo, o coração, a
pele, sistema muscular, aparelho digestivo, etc.
Quando o estresse se torna
um problema
O estresse só se torna um
problema quando ocorrem muitas reações em um pequeno período de tempo ou quando
as dificuldades são constantes. O estresse é cumulativo. Quanto mais intenso,
mais sérias são as conseqüências. Não é o quanto de estresse você suporta, mas
sim como você lida com ele que faz a diferença.
Por isso é essencial
aumentar o autoconhecimento, pois só através dele é que podemos mudar algo, o
mais indicado é começar a observar mais seus comportamentos. Faça algumas
perguntas para si mesmo para descobrir como está reagindo em algumas situações e
se haveria outra forma de reagir:
Como você reage ao
estresse
"Estou preocupado demais
com algo? O que? Tenho motivos para isso?"
"Como posso resolver essa
situação? Depende apenas de mim a solução?"
"Estou mais cansado
ultimamente? O que tem me cansado mais?"
"No último ano enfrentei
situações como: perdas, separações, mudanças significativas na vida familiar,
profissional, afetiva ou problemas de saúde?
Caso positivo, o que
ocorreu?"
"Como eu reagi? Poderia
ter reagido diferente? Como?"
"Quais são as situações
que eu não consigo ter controle? Como eu poderia lidar com isso?"
"Quais serão as
conseqüências se eu continuar a agir assim?"
"Quais as outras opções
que tenho?"
Essas perguntas parecem
simples e são, mas é claro que não é tão fácil pensar nelas quando você está
nervoso. Então, é preciso praticar. Quando se tornar um hábito, você fará mais
facilmente. Faça essas perguntas a você mesmo quando estiver mais tranqüilo e
pense e/ou escreva sobre as respostas.
A conversa consigo mesmo é
sempre um dos caminhos mais indicados para aumentar o autoconhecimento, ter mais
controle sob suas ações, elevar auto-estima e amor-próprio, pois cada vez que
você consegue obter o controle de seus comportamentos, sua autoconfiança também
aumenta.
Algumas pessoas tem
características que podem favorecer ao estresse, veja algumas:
Características das
pessoas mais propensas ao estresse:
- não conseguem relaxar,
mesmo descansando se cobram estar produzindo
- necessidade excessiva de
controle
- quererem fazer tudo
perfeito o tempo todo - o perfeccionista - são inflexíveis, não cedem nunca
- críticos com tudo e com
todos, principalmente consigo mesmos
- cobram demais de si
mesmos
- sentem muita culpa
- competitivos
- preocupam-se com tudo e
todos
- sentem dificuldade em
estabelecer prioridades
- não conseguem impor
limites, nem dizer "não" ("não posso, não quero, não gosto")
- centralizam o trabalho
para si, não conseguem delegar responsabilidades
- dão importância a só um
aspecto da vida (só profissional, afetivo, filhos, etc)
- não sabem o que querem,
dúvida constante
- desejo constante de
estar fazendo outra coisa ou ser outra pessoa
- levam tudo muito á
sério, sem senso de humor, não conseguem brincar
- necessidade de
aprovação, pois valorizam muito a opinião dos outros.

Rosemeire Zago

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